quinta-feira, 31 de julho de 2014

"SANGUE NA PICADA"

Por caminhos obscuros!
sujeitos a uma emboscada
 condenados sem culpa formada
 neste mundo dos inseguros...

 Lá longe, nas picadas de outrora,
 inseguros percorriam, estafados
 pelos famosos políticos de agora
 ex-combatentes são desprezados!

 foram em defesa da pátria colocados,
 na Guiné, Moçambique e, em Angola
  lá ficaram muitos jovens sepultados.

Os políticos mal informados,
governantes «do país da vontade»
porque estão eles tão esfaimados
heróicos herdeiros da liberdade!

Aqueles que falam sem postura,
e sem conhecimento da democracia
na politica eles herdam uma fortuna
já no tempo da ditadura acontecia!

Nas picadas morreram,
no cemitério sepultados
nenhum mal eles fizeram
porque sorte não tiveram
muitos jovens soldados!

 Mortos na guerra em defesa da pátria,
dolorosa despedida para a eternidade
por quem os acompanhou à última morada
 serão sempre recordados com saudade!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

"ATEMORIZADO"

Pequenino nasci!
um dia hei-de morrer
o melhor que aprendi
 saber no mundo viver!

 Pior não acontecer,
por aqui aos encontrões
vim ao mundo aprender
não para dar lições!

Não sei mas imagino,
penso não estar enganado
pelo caminho do destino
ninguém ficará atolado!

Cheguei de madrugada,
do local de onde saí, voltei
triste, pelo trilho da picada
atemorizado, por lá andei!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

COISAS DO DESTINO"

Saboreando doces beijos!
fazendo amor em liberdade
satisfazendo todos os desejos
nunca dizer não à vontade.

Tantas coisas boas há na vida,
escondidas muitas boas outras há
entre muitas, uma mais apetecida
nem sempre com desejos estará!

Lugar acolhedor no paraíso!
não se deve abandonar coisa bela
visitá-la, diariamente, é preciso
para satisfazer os desejos dela.

Não terá morada certa, o destino?
a quem deseja, não irá satisfazer a vontade
vai de certeza acontecer uma tempestade
se por motivos amorosos perder o tino!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

"SÓ POR ENGANO"

Um banqueiro, inocente?
porque nada provará a justiça
condenado não será certamente
em sua defesa terá a mentira.

Prestam péssimos serviços,
 louvados como sejam boa gente
nada têm a ver com favoritismos
cada um à sua maneira mente.

Três milhões de euros de caução,
assim se compra a liberdade
não tem dinheiro vai para a prisão
só mesmo quem fala verdade.

Salvo seja alguma excepção,
inocente será considerado
quem muito rouba não é ladrão
 por isso não deve ser condenado.

 Debaixo da terra estão as raízes,
das árvores alimentam o vicio
uma mão cheia de aldrabices
 muitas outras estarão em sigilo?
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"NA MESMA SINTONIA"

Um dia, ia eu por uma vereda a caminhar, vi um candimba aos saltinhos atravessando a dita vereda. Teria, talvez, o furão corrido com ele para fora do covil, tornando-se assim o mais perigoso animal roedor da actualidade. Foi num dia de menos sorte, depois aconteceu o pior, hoje é o principal, como ele não haverá outro em Portugal.
Ninguém arma a esparrela para caçar o maldito, mais reles do que um porquito, arreganha os dentes para qualquer outro animal, será preciso chamar o rei leão, para que ele com medo volte para o covil e lá ficar para sempre.
Agora um zangão, voa por aí a zumbir as asas, quer ocupar o seu lugar, juntamente, com outros insectos e aves de rapina, todos de dia e de noite são bastante ruidosos. Quem ventos semeia o mais certo é colher tempestades. Os  ovos das galinhas goraram têm nascido menos pintos, instalou-se o ócio no galinheiro, o galo adormecido, ultimamente, já quase não gala as galinhas, parece que no poleiro diferente tem cantado.
O pardal no telhado foi fazer o ninho, entalou as asas nas portas, muito tem piado coitadinho. Para se proteger dos temporais, a andorinha caganitas, fez o ninho no beiral, espertalhona, não se deixa apanhar. Só o gavião caganotas, um dia a quis caçar, mas ela não se deixou, sacudiu as asas e lá o deixou sozinho a chilrear. Agora chilreiam  os dois, na mesma sintonia, pousados no galho ao lado um do outro..

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"A POBREZA IGNORADA"

(IMAGEM GOOGLE)
Quando de alguém batia à porta!
pão para comer ninguém lhe dava
com fome um menino pedia esmola
descalço, muito triste ele chorava!

Com a unha do dedo grande do pé,
perdeu sangue, com dores ele chorou
mas não perdeu a esperança nem a fé
quando numa pedra aguçada tropeçou.

  Com manteiga comeu uma fatia de pão,
 naquele caminho encontrou o seu destino
alguém no mundo com bondoso coração
de imediato acolitou o pobre menino! 
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

"SEM ALPERCATAS"

Na malhada ladra o cão!
guarda bois e vacas o boieiro
no empregado malha o patrão
no povo malha o governo...

Olho vivo e pé ligeiro!
os cabritos e as cabras
também ralha o manageiro
pés feridos sem alpercatas.

Zé Povinho cala a boca...
pois, ainda tens muita sorte
come se quiseres a açorda
  ou preferes morrer de fome?

Se quiseres colher semeia!
ou então abandona a tua pátria
têm de continuar de barriga cheia
os prevaricadores da desgraça...
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

"DEITADA NA AREIA"

(IMAGEM GOOGLE)
O tão famoso carrascão!
no Cartaxo há boa pinga
do Concelho povoação
freguesia Vale da Pinta.

Quem pinta é o pintor,
as abelhas, na apicultura
vida feliz, muito o amor
numa doce aventura!

Quando na noite escura!
no poleiro o galo canta
 a pessoa que madruga
muito cedo se levanta.

Numa cama sem manta!
toda a noite com frio rabeia
a sua beleza muito encanta
quase nua deitada na areia!

Na areia, estava, deitada,
pensando eu ser uma sereia
a moça não gostou mesmo nada
tropecei nas lindas pernas dela
zangada, me deu uma tareia!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

"GRITOS"

Dá fastio, a ouvi-los falar!
aos gritos no parlamento
quem eles pensam enganar
 voam promessas no vento.

Aquele que é feito de casca de boi!
a falar da grandeza do actual governo
eleito deputado de ricos para ricos foi
 ouve lá, o povo merece respeito.

Tanto falam, não se cansam!
na baixeza do desemprego
a eles próprios se enganam
 com eles do futuro tenho medo!

Dizem que a Tróika foi embora!
nos deixou cá o grande papão
a vigiar-nos anda a toda a hora
companheira ela da exploração.
(Eduardo Maria Nunes)

CANCIONEIRO DO NIASSA

IMAGENS DO NOSSO CONVÍVIO, EM 08/10/2011.

IMAGENS DO CONVÍVIO REALIZADO DIA 9 DE OUTUBRO DE 2010